segunda-feira, 5 de novembro de 2007

CARTA DA LURDINHA

Participando desse encontro de mulheres, na leitura escolhida “Mulheres que correm com os lobos”, começo a descobrir a mulher selvagem que habita em nós mulheres.
Quantas sutilezas!!!
Como ainda estamos fazendo a leitura, já podemos nos identificar em algumas páginas lidas.
Sabemos que nós (mulheres) não fomos feitas para ficarmos apáticas, frágeis e sim aquela com grande força vital, consciente, engenhosa, leal, intuitiva...
A vida inteira a gente usa a intuição (mensageira da alma); e recebemos o dom de ser observadora, sábia e dessa maneira reafirmarmos a bênção dopoder da intuição da mulher selvagem.
Hoje, com uma experiência de vida razoável, percebo quantas vezes podemos morrer para renascer de novo.
È a vida-morte-vida (essa força enigmática).
É a Baba Yaga, a velha sábia que nos ensina que temos que deixar coisas que precisam ser deixadas para morrer, isto é, para vivermos saúde interna.
Não fugimos, enfrentamos tudo porque encontramos nossa numinosidade (luz espiritual)
É a caveira que encontramos...
Então quando começamos a nos reconstruir é porque já temos essa luz.
Estamos capacitadas para desempenho das funções como mulher: já sabemos de criatividade, já buscamos sabedoria e cultivamos a intuição.
Toda mulher tem um instinto selvagem eu a faz “mãe” com características de uma loba: dedicação aos filhos, ao marido, ao grupo.
É nesse grupo a qual pertenço que nos identificamos com espontaneidade segura onde todas se sentem amigas de alma.
Dirigido por uma coordenadora e uma orientadora somos estimuladas a expor nossos pensamentos, idéias e preferências; nossas alegrias e nossas dores, nossos problemas.
Esse grupo se reúne numa sala, mas de acordo com o livro ele seria um “jardim”.
Plantamos, arrancamos e enterramos, trocamos idéias, juntamos os ossos, colamos a carne, encontramos a caveira, o predador, a Vasalisa, enfim curamos as fores para poder renascer.
Essa atitude de deixar morrer, deixar viver é o ritmo básico e natural que devemos compreender e vivenciar para triunfarmos como muulheres intuitivas, sábias e visionárias.
Assim é a Mulher Selvagem!
Assim são as mulheres que formam esse grupo.

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