Lucila e Aline, nossas amigas, nossas guias, nossas irmãs...
As encantadoras de lobinhas...
As 23 lobinhas... Era uma vez ...um grupo de mulheres que possuia um dom que lhes permitia ser uma observadora interna permanente. Certo dia decidiram viver de forma a reintegrar o seu mundo interior com o mundo exterior fazendo algo diferente em suas vidas... buscando indagações sobre o lugar onde a mente e os instintos se encontravam...Todas elas, por motivos diversos, buscavam dentro de sí novas verdades... novos anseios... Algumas pelo tempo ocioso após a sonhada e posteriormente, angustiante aposentadoria... outras, pela saída dos filhos do ninho materno... separações de relacionamentos afetivos... viuvez...necessidade de viver novas experiências... estabelecer novos vínculos de amizade... adquirir novos conhecimentos ... solidão... estímulo de amigas ... interesse por obras literárias...enfim... causas diferenciadas porém com o objetivo único de marcar um novo encontro em suas vidas... Um encontro com o seu lado desconhecido...com sua alma...Curiosamente, a maioria delas sem vínculos afetivos com o grupo que se formava, passariam a se relacionar como amigas de longa data...Por razões desconhecidas, trilhando diferentes caminhos, ou por uma dessas coincidências do destino, de repente lá estavam todas sentadas em torno de uma grande mesa, com um livro à sua frente aguardando o seu reencontro com a Mulher Selvagem, o remédio para todos os seus males, as respostas às suas verdades...Nas extremidades, duas mulheres igualmente extraordinárias... ambas com um ar meigo, doce e tranquilo, transmitiam no olhar, a alegria causada pelo início de uma tarefa que tanto prazer lhes causava - a coordenação e orientação na leitura de um livro, e a formação de uma nova família... um grupo de 23 lobinhas...Uma delas, de porte altivo se destacava dentro do grupo e como lobos saudáveis, com a percepção aguçada... gregária... grande resistência e força ,demonstrava sem esforço algum sua sensatez, inteligência, carisma, principalmente pela forma com que à todas se dirigia, com a sua fala mansa, dando sempre, quase que sem a necessidade de palavras, recados amorosos...Qualquer opinião emitida por alguma componente do grupo, era por ela atentamente ouvida, fazendo com que todas passassem a sentir-se importantes partes de um todo. Nas entrelinhas, em pauta... o respeito e a valorização do ser humano como pessoa feita a semelhança de Deus...À um observador menos atento poderia parecer que a única nota destoante nesse grupo, seria a intuitiva, doce e bela jovem, com seu rosto de criança e corpo de mulher...ajudando a conduzir a alcatéia pelo caminho certo, fazendo intervenções no momento exato para que nenhuma perdesse o contato com a sua alma... com a sua forma... Suas ponderações e extrema coragem, completavam e esclareciam as dúvidas da Mulher Selvagem existente dentro de cada uma. Se revelava a guardiã da cada alma... Era ela, a mais evidente demonstração que a cronologia não gera impecilhos ou entraves para afinidades...companheirismo...e amizade verdadeira, não importando a cultura, a época...Estava formado um grupo que aprenderia a correr como os lobos...No ar pairava um clima de cordialidade... as lobinhas se esforçando para memorizar nomes, informações e inconscientemente iam arquivando as características mais marcantes de todas elas. A cada encontro o relacionamento mais se fortalecia...Assim, semanas foram se transformando em meses até que o tempo deixou de ser contado como se não houvesse necessidade de considerá-lo...Surpreendentemente sem que alguém soubesse exatamente quando... o grupo se tornou uno... cada uma, parte indispensável de um todo.Em sequência elas liam... opinavam... expunham a alma...tiravam as máscaras...se mostravam por inteiro... riam... choravam ... cantavam... de mãos dadas rezavam... se transformavam de patinhos feios à cisnes elegantes... confiantes... proclamando aos quatros ventos que haviam encontrado seu bando...As afinidades iam se reafirmando...juntas venciam o bloqueio, o medo... a fragilidade... se modernizavam... e, lendo...lendo...foram apresentadas à essência da alma feminina... à Mulher Selvagem, magnificamente descrita e desvendada. À La Loba mostrando que dentro de cada uma delas estariam as verdades que possibilitariam as modificações...a recuperação dos ossos perdidos pelo caminho...o encontro com a força da vida para a corrida em direção ao horizonte...Descobririam através do Barba Azul a existência de muitos outros seres, o predador inato existente na psique de todas as mulheres...e o grito necessário para vencer a longa distância intrapsíquica até o consciente, buscando para isso ajuda na sua energia masculina interna...Um dia... inesperadamente são apresentadas a Vasalisa e chegam a compreensão da vida-morte-vida da natureza.São alertadas, guiadas, levadas ao entendimento da transmissão da intuição de mãe para filha e a importância deste momento da retirada. Algumas vezes o grupo se calava e cada uma permanecia em silêncio relembrando o rito selvagem da velha Baba Yaga, e as etapas da iniciação.A orientação das coodenadores ao grupo, era segura, precisa. As tarefas repassadas... o impacto forte demais... Todas precisavam quase se abstrair do corpo e com a alma a levitar iam tentando compreender as diferentes etapas da iniciação...era preciso permitir a morte da mãe boa-demais ... passar a cuidar de sí própria de um novo modo... criar o melhor relacionamento possível com as piores partes de sí... experimentar o sentimento de estar imersa no poder intuitivo aprendendo a nutrir a intuição.Descobrir que isolavam de sí mesmas, quando se preocupavam apenas em atender aos desejos dos outros... Com a minúscula Vasalisa nas mãos, iam percebendo que a mesma representava a vida intuitiva, feroz ou resistente, e também a razão...o conhecimento...a ajuda sempre presente que mostrava o melhor caminho a tomar....Nestas etapas da iniciação, Baba Yaga se apresentava, justa, sem disfarces se mostrando por inteiro com honestidade...ganhando assim o respeito de Vasalisa e do grupo. A lição estava clara e evidente. Era preciso serem honestas e expressarem os sentimentos mesmo que para isso tivessem que lutar...As descobertas se sucedem...a execução de novas tarefas, a tomada de novos rumos, o idealismo e a doação de seu melhor momento, a dedicação alimentando a sua alma selvagem...Vasalisa vai transmitindo a importância da realização de tarefas rotineiras na ordenação e limpeza da psique que ajudariam no ritual de organização de idéias e no desenvolvimento das mulheres...As lobinhas são alertadas sobre os problemas e questões não possíveis de resolução no momento presente, e facilmente solucionadas se voltassem a elas em outras situações ou observações diferentes...Finalmente entendem o momento da chegada e o da volta...a reforçar a vida sem atrapalhar a morte... Queridas amigas vale a pena relembrar... "Quando uma pessoa está só e sem ninguém, ela pode ser quebrada com facilidade " Como estamos juntas, somos e seremos sempre um grupo de lobinhas que tiveram a extrema coragem de buscar o resgate da nossa alma...portanto... Nada e ninguém poderá apagar essa força e as doces lembranças que ficarão em nossos corações... Obrigada por existirem em minha vida...Com carinho Alice.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
SAUDADES
Queridas amigas!
Nosso blog ficou um pouco esquecido, mas resurge na força de Alice.
Leiam e saboreiem!
Beijos a todas,
Teresa
Nosso blog ficou um pouco esquecido, mas resurge na força de Alice.
Leiam e saboreiem!
Beijos a todas,
Teresa
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